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23 de Agosto de 2017

Gerenciamento de obras e a economia na execução

5 Formas de economizar no seu projeto

Estime os seus custos desde o início

No início de qualquer projeto, quando se ainda está na fase de pré-construção, é muito importante assegurar que suas estimativas estejam precisas, já que erros nessa fase preliminar podem causar prejuízos gravíssimos no decorrer do projeto. A partir de softwares como o Revit, com o seu recurso de BIM - que do inglês, significa modelagem da informação da construção – é possível fazer estimativas corretas e gerar processos que viabilizem essa estimativa, além de favorecer o gerenciamento dos recursos da sua obra, que é o nosso próximo ponto.

Melhor gerenciamento dos materiais

Atualmente, muitos gestores de obras já contabilizam em seus custos, o prejuízo do desperdício de material e danos de ferramentas. Entretanto, é possível cortar alguns desses custos, através de métodos de gestão dos materiais mais eficazes, como a melhor disposição das ferramentas, economizando tempo dos funcionários e melhor gestão do administrativo, com menos burocracia e mais assertividade na alocação de tarefas entre os funcionários. Existem formas de gerir melhor os materiais de uma obra, e elas são mais simples e rápidas do que aparentam, de forma que a sua relação esforço/resultado é extremamente benéfica para quem as executa.

Programas de recompensa

Feedback positivo é sempre bom, se um funcionário vai até o gestor com uma solução inovadora, é de grande benefício dar créditos a ele por trazer uma ideia que corte custos para a empresa. Criar planos de incentivo para os funcionários, como prêmios, bônus, folgas, dentre outros, pode aumentar a motivação e o engajamento no trabalho, favorecendo a qualidade e a rapidez da execução.

Mapeamento de riscos

Identificar riscos e destacar incertezas mais cedo é crucial. Tal prática poupa tempo, recursos materiais e humanos, e consequentemente dinheiro. É importante que esses riscos já estejam mapeados para que haja uma folga orçamentária para eles, e um plano de ação para reduzir os prejuízos, seja quais forem, de quaisquer situações de risco. Também é importante lembrar que incerteza e risco não são a mesma coisa, ou seja, incerteza diz respeito a circunstâncias ou eventos dos quais não se sabe muito, que podem causar problemas, já que não se pode planejar formas de lidar com eles. Por isso, devem ser estudados o máximo de situações o possível, para que o máximo de riscos possa ser mitigado.

Entregar o seu projeto no tempo prometido

Por fim, completar e entregar um projeto no prazo previamente estimado é crucial para que não sejam gerados custos extra. Inevitavelmente, descumprir prazos significa ter a reputação do executor do projeto prejudicada, reduzindo a entrada de clientes. Além disso, prazos excedidos geram mais custos com prolongamento do uso de serviços terceirizados, como aluguel de máquinas e recursos humanos, o que reduz a margem de lucro em cima daquele projeto, seja o executor quem vai lucrar no empreendimento, seja ele quem recebeu para executar a obra para outrem.

10 de Agosto de 2017

Como tornar o seu projeto mais verde:

3 dicas para ter um projeto mais sustentável

Muito se fala sobre medidas sustentáveis, práticas sustentáveis, seja qual for a área do conhecimento ou de atuação, a sustentabilidade é tema recorrente. Mas afinal, o que são elas? Por que deveríamos nos preocupar com isso? Em que isso influencia no meu negócio, na minha vida? Medidas sustentáveis – nesse caso, em projetos – seriam formas de tornar o projeto menos nocivo ao meio ambiente, seja através do uso de materiais mais ecológicos como o concreto reciclado, seja pela economia em materiais na execução de obras, com o planejamento prévio da obra, ou seja, pelo uso de tecnologias no próprio projeto que permitem o reaproveitamento de recursos naturais. Reaproveitamento, é a palavra que define a sustentabilidade, e é nela que se pautam as seguintes dicas:

1 - A água da chuva tem mais usos do que se imagina

Diante de um quadro de reservatórios e represas em situação de calamidade e tarifas cada vez mais altas, surge a necessidade de se estar sempre economizando e repensando o consumo de água. Entretanto, pouco se pensa que uma solução para esse problema está no céu das nossas cidades e é gratuita para todos, a água da chuva. Para isso, é feito o Projeto de Reaproveitamento de Águas pluviais, que basicamente funciona a partir da captação e reaproveitamento da água da chuva em usos não-potáveis. O que seriam esses usos? Dentre eles, podemos citar o uso em descargas de bacias sanitárias, reserva de combate a incêndio, rega de jardins, etc. Nesse projeto, a água é escoada por uma superfície e levada por calha e tubulação até um reservatório específico, onde será armazenada, para uso posterior.

2 - É possível exigir menos do ar condicionado

No Brasil, um país que conhece as altas temperaturas, está cada vez mais acessível a compra de aparelhos de ar condicionado. Porém, com a escalada das tarifas de energia e o já sabido impacto ambiental gerado pelo alto consumo energético, existem formas de conceber um projeto que favoreça o uso mais moderado do condicionamento de ar. Uma alternativa é, ao projetar uma edificação, posicionar cômodos de permanência prologada voltados para a face nascente – onde nasce o sol – e os outros cômodos, para a face poente – onde o sol se põe – de forma que o uso do ar condicionado seja menos necessário. Outra alternativa é o uso da ventilação natural como a disposição de janelas favorecendo o “efeito chaminé”, que contribui para a ventilação natural da edificação através da entrada do ar por janelas baixas e a saída por janelas mais altas.

3 - O sol como fonte gratuita de energia

A matriz energética do Brasil ainda não é baseada em energias renováveis, entretanto, há algum tempo, uma fonte de energia ganha força em âmbitos reduzidos, como residências e outros tipos de edificações, a energia solar. Através do uso de placas compostas pelas chamadas células fotovoltaicas, é possível captar a energia do sol e até armazená-la, gerando assim a redução no consumo de energia proveniente da rede elétrica, favorecendo a economia na conta de luz e o menor uso das matrizes não-sustentáveis de energia. Além do uso como fonte de energia elétrica, o sol pode ser usado como aquecedor natural, através do uso de um aquecedor solar. O princípio do aquecedor solar é levar água para uma placa exposta ao sol, aquecendo-a, e depois leva-la a um reservatório especial, chamado boiler, para água quente. Essa água quente pode ser usada principalmente em chuveiros, gerando grande economia no consumo de energia, já que chuveiros elétricos são um dos maiores responsáveis pelo consumo em residências.