ENGETOP - Marca Monochrome Branca.png

Artigos e Notícias

Vantagens da reutilização da água pluvial

Em meio a uma crise turbulenta a palavra “Economia” se faz bem-vinda a todo momento. Existem vários tipos de economia, aquelas mais pontuais e outras que se tornam mais duradouras. Um bom exemplo de uma economia pontual seria em uma obra, onde o acúmulo de pequenas ações gera uma economia significativa. Já uma economia duradoura, à longo prazo, seria o reaproveitamento da água pluvial das residências que gera uma redução de gastos ao decorrer do tempo.

O assunto do artigo de hoje será sobre esse último exemplo, o uso eficiente da água em edificações para que se tornem mais sustentáveis. A ENGETOP trará 4 dicas para se atentar ao realizar um Projeto Hidráulico com foco no aproveitamento da água pluvial para as residências.

 

1) Índice pluviométrico e Área de coleta

 

O primeiro passo para se realizar um bom projeto, e peça chave para isso, é analisar a região em que a edificação se encontra, pois isso definirá qual o índice pluviométrico* correspondente ao local do projeto em questão. Dessa forma, descobriremos se vale a pena ou não estar utilizando o sistema de reaproveitamento de água pluvial.

Outro fator importante é a área de coleta, no caso, a área do telhado. Existe por trás disso tudo, um cálculo – por isso a importância da realização do Projeto – para saber se aquele telhado, em períodos de chuva, conseguirá coletar uma determinada quantidade de água necessária para manter a edificação “sadia”. Vale lembrar que sempre há a perda de uma porcentagem dessa água na prática, seja pela ação da evaporação, ou para o caso de ocorrer algum tipo de infiltração.

*Índice pluviométrico: é uma medida em milímetros, resultado do somatório da quantidade da precipitação de água num determinado local durante um dado período de tempo.

 

2) Tratamento de água para reuso

 

A filtragem e o tratamento de água dos reservatórios muitas vezes é posto de lado, mas é sim de fundamental importância, pois, a depender da maneira de como será feito a reutilização da água, precisará que ela se mantenha limpa e inodora. Em certos casos, numa residência comum, a alimentação, banho ou lavatório, representam cerca de 35 a 40% do consumo de água, sendo o resto de aproximadamente 60%, usado para descargas em bacia sanitária, lavagem de roupa, irrigação do jardim e piscina, que podem ser facilmente atendidos pela água de chuva com um tratamento mínimo de filtração e desinfecção.

Pensando nessa linha, uma alternativa muito válida utilizada pela ENGETOP, é a instalação de calhas e condutores com filtros com sistema de decantação simples, caixas de areia, tudo isso com a finalidade de se realizar uma espécie de pré-filtragem. Isso se deve ao fato de que é muito comum o depósito de material orgânico, folhas e galhos na cobertura das edificações. As caixas de areia têm por finalidade reter os resíduos sólidos e/ou flutuantes e fazerem se separar da água, que poderá enfim, ser encaminhadas para cisternas, onde poderão receber o tratamento devido com cloração se for o desejo do cliente.

 

3) Conexões estratégicas

 

Essa dica é muito importante e os outros fatores já citados precisam ser levados em consideração quando for pensado nas conexões estratégicas. Antes de mais nada, as conexões estratégicas são aparelhos que serão conectados a esse sistema de água pluvial como por exemplo: máquinas de lavar, bacias sanitárias, tanques de lavar roupa, conexões externas como mangueiras, regador automático, etc.

Essas conexões precisam ser bem pensadas por alguns motivos. O primeiro deles é a falta de água ou o tamanho da residência, pois de nada adianta fazer essa conexão em diversos aparelhos se no uso cotidiano o reservatório não conseguir suprir todos eles. Dessa forma, se faz necessário a ciência de qual o tamanho do reservatório que será utilizado e principalmente qual o índice pluviométrico da região, ou seja, qual a capacidade de água poderá ser coletada. Outro fator é o odor presente na água, se o reservatório não for bem cuidado ele pode gerar mau odor, por motivos bioquímicos, logo levar essa água a bacias sanitárias e máquinas de lavar pode ser ruim de alguma forma, tanto no conforto quanto na preservação da saúde dos residentes presentes nessa Edificação.

 

4) Custo-benefício

 

Como já foi dito no início do texto esse tipo de sistema é uma economia a longo prazo, porém cada caso é um caso, precisa ser avaliado minuciosamente para conseguir avaliar o custo-benefício do projeto como um todo. Para isso teria que analisar o orçamento e quantitativo do projeto e procurar saber em quanto tempo aquele projeto trará um retorno e avaliar se vale a pena realizá-lo ou não. A melhor opção a se procurar, capaz de buscar essa solução, seria nada mais do que um engenheiro ou arquiteto, para que assim trace o melhor caminho.

 

 

 

 

 

Please reload

Gostou do que leu? Assine nossos artigos